Rubro-Negro vai tentar até o limite para contratar o novo camisa 10. Transferências internacionais chegam ao fim nesta sexta. A sexta-feira chega, e a camisa 10 do Flamengo continua guardada, à espera de um novo dono. Ele dificilmente virá do exterior, mas a diretoria mantém a esperança. A janela de transferências internacionias será fechada em menos de 24 horas. Os registros na CBF serão aceitos até a meia-noite. O tempo é curto, só que a necessidade de dar uma resposta aos torcedores faz o diretor de futebol Zinho tentar até o limite, apesar de reconhecer que a chance é mínima. O GLOBOESPORTE.COM apurou que o clube fez novo contato com Diego. As partes estariam tentando convercer o Wolfsburg a liberá-lo. Diego interessava ao Atlético de Madri, mas o negócio com a equipe espanhola não se concretizou. O jogador está sem clima no clube alemão e tem sido criticado pelo técnico Felix Magath. Além do salário de R$ 500 mil por um ano, o Rubro-Negro pagaria uma quantia referente ao empréstimo do ex-santista. Colocado por Zinho como o último da fila, Diego Morales, do Tigre-ARG, passou a ser olhado de outra forma e também seria uma opção para evitar que o clube passe em branco na janela. O jogador, de 25 anos, tem sido oferecido desde o fim de junho. Para comprar 50% dos direitos econômicos de Morales, o Flamengo teria de pagar R$ 5,2 milhões. Nem Riquelme está descartado. O meia argentino disse “não” ao Flamengo nesta quinta-feira e esteve próximo de um acerto com o Cruzeiro. A diretoria celeste nega, e a falta de opções para o jogador o recoloca no caminho rubro-negro. Para tanto, seria necessária uma estratégia convincente do clube e do atleta depois de toda a polêmica que envolveu a possível contratação. Segundo a justificativa dada por Riquelme, contada pelo diretor de futebol Zinho, foi a má atuação da equipe na derrota por 3 a 0 para o Corinthians, na quarta-feira, no Engenhão, que pesou. De acordo com o dirigente, Riquelme ficou assustado com o que viu em campo e com a pressão vinda da arquibancada. As atenções do Flamengo também se voltam para o mercado nacional. Na Série A, jogadores que ainda não chegaram ao limite de sete partidas por suas equipes podem ser contratados, mas Zinho reconhece que as opções são mínimas. Outro ponto que preocupa o dirigente é o vazamento de informações de dentro da diretoria.
- Estou sem solução para esse assunto. Para as pessoas mais perto de mim, o Coutinho (Paulo César, vice de futebol), o Michel (Levy, vice de finanças), a presidente Patricia Amorim, tenho pedido insistentemente para se blindarem um pouco porque no Flamengo isso acontece com mais frequência que em outros clubes. Não que não aconteça em outros lugares, mas bem menos. Bem menos. Acho que é uma coisa que a gente podia tentar policiar para não causar um desconforto para as coisas que não acontecem. Atrapalha bastante - disse Zinho.
Clube também tenta zagueiro
O camisa 10 não é o único jogador que a diretoria do Flamengo pretende contratar até o fechamento da janela de transferências internacionais. O clube também procura um zagueiro, e o nome de Sidnei, atualmente no Benfica, tem força na Gávea. O jogador, de 22 anos, começou a carreira no Internacional e também interessa ao Zaragoza-ESP.
sexta-feira, 20 de julho de 2012
segunda-feira, 16 de julho de 2012
Love, Léo Moura, Cáceres, González e Botti treinam e ficam à disposição

Desfalques na vitória sobre o Bahia podem reforçar o Fla, nesta quarta. Paraguaio aguarda regularização da sua documentação. Na tarde chuvosa desta segunda-feira, Joel Santana comandou um treino coletivo com os jogadores que não participaram da vitória por 2 a 1 sobre o Bahia, neste domingo. Mas alguns titulares que desfalcaram o time na rodada passada estiveram em campo e estão à disposição do técnico para a partida desta quarta-feira, às 21h50m, no Engenhão. Vagner Love, que cumpriu suspensão, retorna ao ataque rubro-negro. O zagueiro Marcos González, que não enfrentou o Bahia por conta de dores nas costas, também treinou normalmente. O chileno se machucou no Fla-Flu e foi substituído por Arthur Sanches contra o Bahia. Victor Cáceres, que realizou um trabalho físico no fim de semana, treinou pela primeira vez com o grupo na tarde desta segunda-feira. A participação dele depende da regularização na CBF, mas o clube acredita que conseguirá resolver a tempo. Léo Moura, enfim, deve retornar ao time, mesmo sem ainda estar com o ritmo ideal. O lateral-direito, que não joga desde a partida contra a Ponte Preta, em 6 de junho, por conta de uma lesão muscular de grau 2 na coxa esquerda, treinou normalmente e, diante do longo tempo de inatividade, teve boa movimentação. Bottinelli, que também cumpriu suspensão diante do Bahia, é outro que está à disposição. - Joel tem elenco todo à disposição. Torcemos para que o Léo volte para nos ajudar. Temos a volta do Love, Bottinelli, Cáceres pode estrear. Jogadores fizeram falta, mas os que entraram supriram as ausências. Mas o grupo estará forte, analisou Renato. Os titulares que enfrentaram o Bahia fizeram apenas trabalho regenerativo na sala de musculação do Ninho do Urubu.(globoesporte.com)
sábado, 14 de julho de 2012
Acolhida rubro-negra: Fla se apronta para pegar o Bahia na casa do Vitória

Leão abre as portas para a equipe carioca na véspera da partida válida pela nona rodada do Brasileirão. O vermelho e o preto deixaram o ambiente familiar. Na véspera da partida contra o Bahia, o Flamengo realizou o último treino antes do confronto na casa do Vitória, o maior rival do Tricolor. Na manhã deste sábado, o grupo rubro-negro trabalhou no estádio Barradão. Os jogadores fizeram um trabalho leve, mas sob sol forte. Primeiro, disputaram um rachão. Em seguida, o técnico Joel Santana treinou a bola parada. Renato e Adryan revezavam nas cobranças para a área, e zagueiros e atacantes concluíam. Na última parte da atividade, Devid, Renato, Ibson e Adryan treinaram pênaltis. A escalação do Flamengo está definida desde a saída do time do Rio. Joel vai escalar o garoto Adryan, de 17 anos, entre os titulares. Ele e Mattheus, que tem 18, foram os mais assediados na chegada da equipe à Boa Terra. A torcida também compareceu ao treino. Cerca de 50 pessoas acompanharam o trabalho dos atletas à distância. No caminho do vestiário para o ônibus, os jogadores pararam para distribuir autógrafos e posar para fotos. O goleiro Felipe estava em casa. Ele foi revelado na base do Vitória e foi muito festejado pelos conterrâneos. Joel vai mandar a campo o time com Paulo Victor, Luiz Antonio, Arthur Sanches, Marllon e Ramon; Airton, Ibson, Renato e Adryan; Deivid e Hernane.
Bahia e Flamengo jogam às 16h (de Brasília), no estádio Pituaçu.(globoesporte.com)
domingo, 8 de julho de 2012
Um milagre, um recorde, um estádio que não cai: o Fla-Flu de 1963

Registro oficial é de quase 200 mil pessoas, incluindo Zico e Junior. Marcial dá título ao Fla, e torcedores voltam ao Maracanã para resgatar a história. Diziam os otimistas que o Titanic jamais afundaria. E afundou. Temiam os pessimistas que o Maracanã um dia desabasse. E se ele não desabou em 15 de dezembro de 1963, não desaba mais. Faz quase 50 anos que o estádio recebeu aquele que é considerado o maior público de um jogo entre clubes na história do futebol. Na prática, sabe-se lá quantas pessoas criaram um bloco humano para ver Marcial parar Escurinho, para ver o 0 a 0, para ver o Flamengo campeão sobre o Fluminense. Na semana em que se completa um século do Fla-Flu, lembrar daquele jogo é lembrar da grandeza do clássico. O público pagante naquela decisão de Estadual foi de 177.020 pessoas. Oficialmente, o total de torcedores chegou a 194.603. Mas não são números realistas. Multidões de rubro-negros e tricolores, naquele empurra-empurra tradicional dos estádios (especialmente no passado), entraram sem ingresso. Duas pessoas ocupavam o mesmo assento. Milhares viram o jogo de pé. Não cabia mais um mosquito sequer ali. Se chovesse, os pingos correriam o risco de não molhar as arquibancadas - parariam nas pessoas, grudadas umas às outras. Os relatos de quem viveu aquele dia, dentro e fora de campo, indicam uma partida histórica. Dois deles, um torcedor de cada clube, voltaram ao Maracanã em 2012, com o estádio em obras, para contar ao GLOBOESPORTE. COM como foi aquele domingo. As lembranças deles são complementadas pelas recordações de duas personagens daquela tarde: o goleiro Marcial, herói do título rubro-negro, e Carlos Alberto Torres, na época um menino, sete anos antes de capitanear o tricampeonato mundial da seleção brasileira. E de dois anônimos, ainda crianças, esmagados no meio da multidão: Zico e Junior. Marcial, o herói: 'Você se sentia abafado. Era muita gente'. Escreveu Nelson Rodrigues sobre aquele jogo: "Amigos, ao terminar o grande Fla-Flu, o profeta tratou de catar os trapos e saiu do Maracanã, mas de cabeça erguida. Era um vencido? Jamais. Vencido como, se temos de admitir esta verdade límpida e total: o Fluminense jogou mais!" O Fluminense de Nelson Rodrigues jogou mais, mas não foi campeão. Marcial, o goleiro do Flamengo, impediu a alegria do cronista. Garantiu o 0 a 0. Fez o Rubro-Negro campeão.
O Flamengo foi a campo com fome. O time de Nelsinho, Carlinhos, Espanhol e Oswaldo 'Ponte Aérea' tinha a responsabilidade de encerrar uma seca de sete anos sem títulos estaduais. O empate bastava. Está aí parte da explicação para o público absurdo naquele jogo. A Nação clamava pela taça. Mas o adversário era forte. O Fluminense tinha Castilho no gol, tinha Altair, tinha Escurinho. E se tinha Escurinho, tinha esperança de gol. Era o atacante ou nada. Era o atacante ou Marcial. Foi Marcial. Em um jogo tenso, disputado, mas com supremacia tricolor, o goleiro foi decisivo. Um lance, descrito de maneiras diversas por diferentes personagens, ficou na memória de quem esteve lá. Escurinho teve a chance de dar o título ao Fluminense, mas parou em Marcial. Fiquemos com a lembrança do próprio goleiro. - Houve um lance decisivo com o Escurinho. Ele tentou me encobrir, mas abortei a saída. Eu fui e voltei. Seria gol. Lembro de ver a torcida do Fluminense, lá do outro lado, já pulando para comemorar. Mas usei a inteligência. Percebi que ele ia jogar por cima, e aí voltei. A bola era marrom. Não dava para ver com tanta nitidez. Quando ela subiu, a torcida do Fluminense gritou. Mas eu agarrei. Daí peguei a bola e mostrei para a torcida do Flamengo. Foi o lance do título. Cerca de 200 mil pessoas, certamente mais do que isso, soltaram um grito - ou de euforia, ou de decepção. O Maracanã, em êxtase, não desabou. Mas impressionou Marcial. - Aquilo era brincadeira. Você se sentia abafado. Era muita gente. Era gente se jogando uma por cima da outra - recorda.(globoesporte.com)
sábado, 7 de julho de 2012
Crias da Gávea querem brilhar no centenário do clássico Fla-Flu

Diego Maurício, Marllon e Luiz Antonio sonham com vitória em cima do Tricolor. Jovens rubro-negros têm ganhado chances no time principal. O Flamengo encara o Fluminense, no domingo, às 16h (de Brasília), no Engenhão, no confronto que marca os 100 anos do clássico carioca. Os holofotes estarão virados para o jogo histórico. E os garotos do Rubro-Negro tem uma oportunidade para brilhar. As crias da Gávea têm ganhado espaço nas últimas partidas. Diego Maurício, um dos jovens que já está há mais tempo no profissional, se diz privilegiado por poder disputar um jogo como esse. E ele quer a vitória. - Estou na base do Flamengo desde os nove anos. Joguei muitos Fla-Flus pela base e uns oito pelo time principal. Quantos jogadores não gostariam de ter uma oportunidade dessas? Agradeço a Deus por fazer parte dessa partida histórica. Estou muito feliz e espero sair vitorioso - comentou ao site oficial do clube. Para o zagueiro Marllon, que formará dupla no setor defensivo com o chileno Marcos González, os jovens estão acostumados com o duelo nas categorias de base. Mas, pelo profissional, a pressão será maior, segundo ele. - Pela base eu joguei muitos, mas no time principal é o primeiro. A expectativa é a melhor possível, ainda mais sendo um jogo histórico como esse. Tem aquela pressão, mas eu vou relaxar e fazer um bom jogo - relatou. Principal representante da base rubro-negro no time titular, Luiz Antonio também sonha com o triunfo diante do rival carioca. - É um jogo muito importante. Quero comemorar esses 100 anos do clássico com uma vitória - concluiu. Além de Diego Maurício, Marllon e Luiz Antonio, os meias Mattheus e Adryan estão na expectativa de uma oportunidade de Joel Santana no clássico. O primeiro voltou recentemente da disputa de um torneio na Argentina com a seleção brasileira sub-20 e completa 18 anos neste sábado. Já o segundo, que sofreu uma torção no tornozelo direito, participou normalmente da atividade desta sexta-feira e está liberado. No último jogo, contra o Atlético-GO, Adryan foi o autor do segundo gol rubro-negro.(globoesporte.com)
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