quarta-feira, 4 de novembro de 2015
Autor de "Bíblia do Fla", português explica paixão e põe "culpa" em Zico
Obra será o livro oficial do aniversário de 120 anos do Flamengo, que será festejado dia 15 de novembro. Luís Miguel Pereira diz que paixão pelo clube é inexplicável. Perto de completar 120 anos, no próximo dia 15, o Flamengo prepara uma série de comemorações e elegeu a "Bíblia do Flamengo" como livro oficial do aniversário. A terceira edição da publicação, de autoria do jornalista Luís Miguel Pereira, ganhou uma versão personalizada que enche o autor de orgulho. Apesar de ter nascido em Portugal, Pereira é apaixonado pelo Rubro-Negro, único clube que assume publicamente, amor atribuído ao ídolo Zico. - A culpa de tudo isso é do Zico. Deveria ter uns 10, 12 anos quando o Flamengo do Zico estava no auge. Assinava uma revista francesa, que era muito bem feita, com grandes fotos, e o Flamengo era muito destacado em cada edição. Eu recortava as fotos. A partir daí, comecei a ganhar uma paixão enorme pelo Flamengo e hoje é o único clube do mundo que me assumo torcedor mesmo. Gosto de outros, em outros países, mas o Flamengo é inexplicável: o conjunto, o passado, o Zico, o uniforme, tudo faz sentido - explicou, em participação no "Redação SporTV". Chefe de redação do canal português SportTV, Luís Miguel fez o mesmo projeto com outros clubes, como Real Madrid, Barcelona, Atlético de Madrid e, no Brasil, Flamengo e Fluminense. No entanto, a "Bíblia do Fla" teve um sabor especial justamente pelo fato de o autor ser fã de Zico, autor do prefácio. O jornalista quase não acreditou quando o ídolo disse que toparia escrever. - Acho que só fiz a "Bíblia do Flamengo" para conhecer o Zico. Eu era amigo do Valdo e pedi para ele entregar o livro em esboço ao Zico e pedir o prefácio. Passou uma, duas, três semanas e eu insistindo. Estava na festa de aniversário da minha filha e tocou meu celular, um número brasileiro. Atendo e, do outro lado, era Zico - contou. O português disse ter desconfiado, inicialmente, mas que a ligação era mesmo do ídolo, que brilhou pelo Flamengo nas décadas de 70 e 80 e se tornou o maior de todos os tempos na Gávea, onde foi homenageado com uma estátua. - Perguntei: "Zico? Deve ver engano". "Não, você mandou um livro, a "Bíblia do Flamengo", é o Zico", respondeu. "Não é trote?", perguntei. "Não, sou eu, é pra dizer que li o livro, gostei muito, e escrevo o prefácio". Foi como agradecer a Deus por o Zico ter dado o trabalho de me ligar, o que revela a humildade dele, que é uma característica forte que ele tem - contou. A lembrança do livro na passagem do aniversário de 120 anos do clube, que será comemorado dia 15 de novembro, deixou Luís Miguel Pereira radiante. O autor aproveitou a presença no "Redação" para explicar porque resolveu fazer a "bíblia" dos clubes. - Se os clubes são religiões, os jogadores são deuses e os torcedores fiéis seguidores, faz todo sentido que cada clube tenha a sua bíblia. Há uns cinco anos escrevi a primeira edição (do Flamengo). Agora ela foi muito melhorada e atualizada e vai ser, para minha surpresa e satisfação, o livro oficial dos 120 anos (...) Tem todos os mandamentos. No fundo é a história do clube contada em pequenos pedaços curiosos, com estatística, frases célebres que pessoas ilustres disseram sobre o Flamengo, quase um almanaque. É um livro para se conhecer a história de uma forma divertida e leve. Como parte das comemorações, o Flamengo fará um amistoso com o Orlando City, dia 15 de novembro, no Maracanã.(globoesporte.com)
terça-feira, 27 de outubro de 2015
Zico é convidado para integrar chapa na eleição do Flamengo e ser gestor da base!
Fora da disputa para a presidência da Fifa, por não ter conseguido o apoio de cinco federações, Arthur Antunes Coimbra, o Zico, foi convidado para integrar a Chapa Verde na eleição do Flamengo. O grupo tem como candidato à presidente do Rubro-Negro Wallim Vasconcellos, que chamou o Galinho de Quintino para assumir como gestor das categorias de base caso ele seja eleito no dia 7 de dezembro, dia marcado para o pleito. “Na última segunda-feira, nosso maior ídolo, Zico, informou que não obteve as indicações mínimas para concorrer à presidência da Fifa. Com isto, a entidade perde a oportunidade de ter na presidência um nome capaz de moralizar e engrandecer o futebol mundial, tão manchado em sua imagem recentemente.
Com mais de 40 anos de serviços prestados ao futebol como jogador, técnico e dirigente, Zico já provou ser um exemplo de conduta, competência e seriedade. Perde a Fifa, mas ganha o Flamengo, já que Zico foi convidado pela Chapa Verde para assumir a gestão de toda a base rubro-negra, caso Wallim Vasconcellos e Rodolfo Landim sejam eleitos no dia 7 de dezembro para o triênio 2016/2018. Um dos principais apoiadores da Chapa Verde, Zico, na conversa que teve com Wallim há cerca de três meses, disse que iria analisar tal possibilidade. Esperamos muito que isto aconteça. Certamente, será um marco na valorização da base rubro-negra e uma esperança de formação de grandes futuros atletas para o clube”.
(globoesporte.com)
domingo, 25 de outubro de 2015
NOSSO FUTURO!
Precisamos parar um pouco. Refletir. Afiar o machado, antes de dar o próximo passo. Porque o próximo passo é gigante, é cansativo, é trabalhoso e irá requerer uma união que parece ter se dissipado entre egos, grupos políticos e chapas coloridas. Será que todos se lembram que o sangue que corre na veia de todos é rubro-negro? Não tenho a mínima intenção de, com esse texto, convencer A e B a novamente se unirem. Até porque sei da minha insignificância no processo eleitoral e de que várias teorias e pontos poderiam ser explanados por ambos os lados para justificar a atual dissolução do grupo. Mas cabe aqui discorrer sobre os fatos, com o simples objetivo de mostrar ao leitor que algumas coisas são irrefutáveis, por serem a verdade absoluta. Começo dizendo que, infelizmente (ou não), não poderei votar nessa eleição. Adquiri meu título de sócio proprietário muito tarde pra isso. Mas justamente por não poder votar, me sinto mais à vontade para escrever esses texto. O primeiro fato é: nenhum lado da história está absolutamente certo ou errado. Nenhum lado da história tem apenas anjos ou demônios. Mas, aproveitando a brincadeira da semana com o filme De volta para o futuro, peguemos a DeLoren para voltar a 2012. Uma chapa de empresários rubro-negros bem-sucedidos em seus ramos, decide revolucionar o Flamengo, dando um sopro de esperança para a torcida que está cansada de ouvir que o Flamengo é falido, devedor, etc. Quando você lembra desses empresários, quais os nomes que vem a sua cabeça? Wallin, Bap, Landim, Tostes, Godinho, Gustavo Oliveira, Langoni e Osta. Desses, todos, com exceção do Godinho, estão concentrados na Chapa Verde. Isso é fato. Não julgo a capacidade da atual chapa do EBM, mas os integrantes originais, em sua maioria, estão na Chapa Verde. O segundo fato é: Dez em cada dez rubro-negros têm em Zico o seu ídolo maior. Zico está acima do bem e do mal, para a maioria dos torcedores. Eu não sou diferente, mas consigo diferenciar o ídolo Zico do ser humano Zico. Mas uma coisa que Zico sempre mostrou possuir é caráter. Zico elogia EBM, reconhece nele o ótimo líder que eu também acredito que é. Mas Zico apoia a Chapa Verde pelo simples fato de entender que desse lado está a base da revolução e que ainda não podemos abrir mão desse time. A ideia de que o Flamengo se vende sozinho é retrógrada e inverídica. Por maior que seja o Flamengo (e não existe clube maior no Mundo), já passamos por vacas magérrimas. Pessoas fazem toda a diferença. O terceiro fato é: Tivemos um triênio espetacular nas finanças. Muito bom no Jurídico e nos Esportes Olímpicos. Ruim no Futebol, nosso carro-chefe. Mas isso se deve a toda a gestão. Verdes e Azuis. Os únicos títulos que levamos foram a Copa do Brasil e o Estadual, quando estávamos na pior fase financeira. O Wallim estava no futebol na época, fato. Classificado para a Libertadores, ele contratou o Feijão, dentre outros, fato. Então, em um computo geral, todos tem suas parcelas de culpa, na minha opinião. Precisamos, apenas, perceber que o atual modelo de gestão do futebol não deu certo. Quais são as propostas de cada chapa para o futebol? Isso pode decidir a eleição. E considero que as pessoas que estão envolvidas no futebol da atual gestão não são, na minha opinião, as mais indicadas para realizar um triênio vencedor. Mas aí não é fato, é opinião! Antes, eu me iludia que ainda era possível unificar verdes e azuis. Os que estão mais próximos do processo de eleição garantem que não existe mais essa possibilidade. O meu único desejo é não ver o nosso amado clube retroceder. Que a melhor escolha seja feita nas urnas.
(Por Felipe Foureaux em outubro 23 - FALANDO DE FLAMENGO)
quarta-feira, 21 de outubro de 2015
Desembargador pede impugnação e ameaça candidatura de presidente do FLAMENGO!
A proximidade da eleição presidencial esquenta os bastidores do Flamengo. Nesta terça-feira (20), o desembargador Siro Darlan entrou com pedido de impugnação da candidatura do presidente Eduardo Bandeira de Mello no Conselho de Administração. O benemérito se baseou nas denúncias de uso da máquina feitas pelo postulante Wallim Vasconcellos, da Chapa Verde, em entrevista ao Jornal O Globo. O documento foi protocolado no último dia do prazo e indeferido pelo presidente da Comissão Eleitoral Moyses Akerman. No entanto, o pedido de impugnação será votado através de recurso em plenário no dia 9 de novembro, conforme garantiu o secretário do Conselho de Administração Marco Assef. "A Comissão Eleitoral deu apenas um parecer. Através de recurso o tema será votado no plenário que decidirá a homologação das chapas", afirmou. Procurado pela reportagem do UOL Esporte, Siro Darlan explicou a solicitação. "O Bandeira não tem possibilidade de ser reeleito nas condições relatadas. As acusações do Wallim são muito graves. O uso da máquina e o uso do dinheiro para fazer favores a amigos, o número de camarotes no Maracanã. É uma forma de dilapidação do patrimônio do Flamengo. Realizam uma campanha em cima da moralização, mas fazem tudo o que combatiam e ainda são apoiados", afirmou. Na entrevista em questão, Wallim Vasconcellos esmiuçou os pontos que levaram o desembargador a pedir a impugnação da candidatura de Bandeira. "Práticas que as pessoas que estão na chapa do presidente deploravam, hoje estão praticando: aparelhamento do grupo, botando amigos do grupo político que apoia o presidente para trabalhar no clube. Sei que tem gente que não tem capacidade de estar lá dentro. Pediram mais três camarotes no Maracanã, 75 credenciais para amigos, sócios, e teve uma farta distribuição de material no clube. Fizeram uma farra. O uso da máquina é direto. Você vê o presidente de camisa azul no Maracanã, o Flamengo virou azul agora. A fachada da Gávea ficou azul à noite com um tapete azul na frente da sede. A gente achava que em 2013 tinha virado a página, mas aparentemente isso não é verdade. E aliança em troca de votos", disse. Bandeira de Mello, da Chapa Azul, tem boa vantagem nas pesquisas eleitorais, Wallim Vasconcellos, da Chapa Verde, e Cacau Cotta, da Chapa Branca, estão empatados tecnicamente. A eleição do Flamengo está marcada para o dia 7 de dezembro, na sede da Gávea. O presidente foi procurado, mas não respondeu até a publicação da reportagem.(Vinicius Castro* Do UOL, no Rio de Janeiro)
terça-feira, 20 de outubro de 2015
Um time que não liga pra perder e o silêncio presidencial!
Os seguidos fracassos do Flamengo — cinco derrotas em meia dúzia de partidas e queda do quarto para o décimo lugar no Brasileiro — deixaram milhões de pessoas decepcionadas. Torcedores que deram apoio às medidas tomadas na gestão atual, que recolocaram o clube nos trilhos. Nas finanças e na administração. Mas o futebol em 2015 apresenta rendimento incompatível após reforços e salários em dia. Se por um lado surge como modelo pela forma responsável de administração, a gestão atual erra demais no futebol. O presidente Eduardo Bandeira de Mello não se recusa a responder às perguntas, não se esconde atrás de um celular desligado. Isso é positivo e merece elogios. Outros cartolas agem de maneira inversa. Mas o conteúdo dessas respostas é rico apenas quando estão em pauta assuntos que não o futebol. Sobre estádio ou eleição no clube, em dezembro, fala com desenvoltura — como é possível ler clicando aqui e aqui. No entanto, quando perguntado sobre o time, mergulhado em (mais uma) crise, se esquiva como um peso pena num ringue de boxe. Evita o assunto numa fase pífia da equipe colecionadora de técnicos e derrotas. Mas não é síndico de um condomínio. Ele preside o clube de maior torcida do Brasil. Assim, é preciso dizer algo. Por que se um país entra em crise, o presidente tem que aparecer e encarar o assunto. Com um clube popular e capaz de atrair o interesse de dezenas de milhões de torcedores não é diferente. Não há como tratar o futebol do Flamengo como se fosse da alçada apenas da turma que frequenta a Gávea, ultimamente numa ferrenha disputa de cores. O torcedor é o "patrão". Um clube de futebol só fatura milhões porque tem torcida. Não fosse a existência dela, dinheiro de patrocinadores e direitos de transmissão de televisão não pingariam todo mês. Como não haveria a mesma bilheteria e a receita do programa de sócios. O associado elege o presidente, mas proporciona arrecadação muito inferior à gerada pela existência do torcedor, o personagem mais importante nesse contexto.
PERGUNTAS E RESPOSTAS DO PRESIDENTE:
Após as derrotas para Figueirense e Internacional, pode-se dizer que os investimentos feitos no futebol não têm sido recompensados?
Eduardo Bandeira de Mello: Prefiro não discutir essas questões após uma derrota. Vamos trabalhar e resolver nossos problemas internamente, sem badalação.
O senhor tem dado longas entrevistas sobre Medida Provisória, o Profut, eleição, divisão da chapa azul de 2012, etc. Por que o assunto que mais interessa à torcida, responsável pelas maiores receitas do clube e pela sua dimensão, que é o time de futebol, não pode ser abordado publicamente pelo presidente do Flamengo quando perguntado?
Eduardo Bandeira de Mello: Todos os outros assuntos que você citou dizem respeito a questões externas. As providências a serem tomadas após derrotas são internas e sua exposição pública certamente será contraproducente. Pelo menos é assim que eu vejo.
Mas a torcida não merece nenhuma explicação? Jogadores e comissão técnica serão cobrados? Afinal são cinco derrotas nos seis últimos jogos. Se o senhor não se pronunciar a respeito depois que o Flamengo perder, dificilmente falará sobre isso...
Eduardo Bandeira de Mello: Tudo será tratado internamente. Acho que é melhor assim.
Esse "tratamento interno" vem de alguns jogos, creio. Afinal, a atual comissão técnica e os jogadores tiveram tempo para treinar, com semanas livres, inteiras. Algo que o treinador anterior não pôde fazer. E o time perdeu cinco em seis. O senhor pode dizer se pelo menos alguma coisa vai mudar nesta semana em termos de cobrança?
Eduardo Bandeira de Mello: Nunca falei sobre esse tipo de assunto. Entendo que o seu papel seja o de insistir, mas eu tenho que agir de acordo com os interesses do Flamengo.
Outro ponto que é tema de questionamentos dos torcedores: o senhor não acha que pelo esforço feito e depois das seis vitórias seguidas é absurdo o Flamengo ser superado na classificação por times de orçamentos muito menores como Ponte Preta e Sport, que além disso perderam seus técnicos respectivamente para São Paulo e Fluminense?
Eduardo Bandeira de Mello: Essa é uma análise sua que eu respeito. Vou levar em consideração.
Não foi só análise, mas principalmente uma pergunta...
Eduardo Bandeira de Mello: Foi uma conclusão sua. Não me cabe discuti-la publicamente.
Em seus quase três anos de mandato o fato de o Flamengo pagar as dívidas e com isso sacrificar o futebol sempre foi respeitado e elogiado por torcida e imprensa em grande parte. Muitos o enalteceram, como aos demais de sua gestão. A mim parece natural estabelecer o paralelo financeiro entre o elenco atual do Flamengo, mais caro e tecnicamente mais qualificado, e rivais que convivem com cifras mais modestas e deixam os rubro-negros para trás, mesmo perdendo técnicos. Em uma de suas recentes entrevistas o senhor falou das selfies que os torcedores pedem para fazer ao seu lado e até disse que poderia fazer algumas com seus atuais adversários políticos. A esse torcedor que tanto o admira não estaria faltando uma resposta do presidente do Flamengo num momento de seguidas derrotas?
Eduardo Bandeira de Mello: Sou torcedor acima de tudo. Tenho certeza de que a maioria prefere que o trabalho seja realizado sem exposição desnecessária de detalhes que só servirão para prejudicar o clube. Ninguém imagina que estejamos parados.
Pela quantidade de derrotas — 15, com 14 vitórias em 31 jogos da Série A; só Avaí, Goiás e Vasco perderam mais, 16 cada — é de se duvidar que estejam se movimentando bem. E se não cabe ao presidente do Flamengo discutir questões ligadas ao time de futebol publicamente para que o torcedor saiba o que será feito, a quem caberá?
O Flamengo virou um time desorganizado e apático, aparentemente incapaz de ouvir os gritos que partem da torcida, como "nós queremos repeito e comprometimento" e o famoso "isso aqui é Flamengo, pô!". Jogadores gélidos como Canteros, vaiado antes do jogo no telão, não parecem ligar para isso. Ao contrário, o argentino, de tão indolente, faz por merecê-la. Perder com frequência a alguns não parece incomodar.
Eurico Miranda, que passa longe do modelo de dirigente que desejamos, não deixou de falar sobre o time na pior crise do Vasco em 2015. Peter Siemsen, de perfil próximo ao rubro-negro e aliado de Bandeira na batalha contra a Federação, assumiu a responsabilidade de troca do técnico na demissão de Enderson Moreira. Mudança que abriu espaço para a chegada de Eduardo Baptista, semifinalista da Copa do Brasil.
Tem faltado a Bandeira de Mello uma postura mais arrojada, possível e necessária sem perder a linha e preservando seu estilo educado e tranquilo. O presidente do Flamengo diz que futebol deve ser "tratado internamente". Mas é visível a todos que o técnico Oswaldo de Oliveira não tem conseguido aproveitar os períodos livres para treinar e melhorar um time que andou para trás, regrediu e muito.
Cabe a alguém olhar nos olhos de todos e questionar. E há pessoa mais indicada do que o presidente, com sua história de velho torcedor e carisma que tem junto a grande parte dos rubro-negros? Tática e tecnicamente o Flamengo piorou. Contra o Inter despencou o número de passes certos e subiu o de bolas longas, esticadas e chutões, identificados em 50 lançamentos, além de 40 rebatidas. Caiu o índice de desarmes, se elevou o de faltas e segue o time como o que mais apela para cruzamentos.
Bandeira de Mello foi ponta-de-lança na luta pela aprovação da MP do futebol, importantísima para o Flamengo e outros clubes. E se clicar aqui você verá o quão exemplar é a prestação de contas de sua gestão. Ele encarou a cartolagem da Federação do Rio de Janeiro, batalhou pela Primeira Liga e merecidamente ganhou respeito. Mas não convence quando diz que futebol é assunto interno. O patrão, o torcedor, espera por satisfações, soluções e ações após tantos fiascos.
Publicado em 19/10/2015, 08:33 /Atualizado em 19/10/2015, 14:06
Mauro Cezar Pereira, blogueiro do ESPN.com.br
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