Prioridade na compra de ingressos e descontos são benefícios do ‘Nação Rubro-Negra’: 'Precisa ser melhor para o clube do que para torcida', diz Bap. O Flamengo lançou nesta terça-feira, na loja oficial do clube, na Gávea, a primeira grande ação voltada para o marketing na gestão do presidente Eduardo Bandeira de Mello. Com a presença de Zico, foi apresentado o programa de sócio-torcedor “Nação Rubro-Negra - Raça, Amor e Paixão”. O projeto basicamente oferece benefícios de prioridade na compra de ingressos e descontos no projeto “Movimento por um Futebol Melhor”, comum a todos os clubes e criado pela Ambev. Os valores variam de R$ 39.90 a R$ 199.90, divididos em seis categorias. - É sempre bom, uma satisfação, ajudar o Flamengo, ver um trabalho desse ser bem desenvolvido. Não tenho dúvidas que todos os rubro-negros estarão apoiando. Sempre pedem esse tipo de ação. Está aí, agora é só chutar. Não tem nem goleiro. Torcemos para que esses números se tornem uma realidade - disse Zico. Mais que benefícios, o Flamengo deixou evidente que o “Nação Rubro-Negra” surge como um pedido de ajuda ao torcedor. Após críticas em redes sociais diante do vazamento da página oficial do projeto na última semana, o vice-presidente de marketing, Luiz Eduardo Baptista, o Bap, se adiantou a possíveis questionamentos e foi direto ao pedir que o membro em potencial do sócio-torcedor pense primeiro no clube e não em si próprio. - Muita gente questiona se os valores não estão caros, mas isso não é bom para mim. Quem precisa muito mais é o Flamengo. É um plano que precisa ser melhor para o clube do que para os torcedores em um primeiro momento. O Flamengo precisa se fortalecer para ser grande. Não há nada na vida que não mude, e o plano terá ajustes no futuro. Se, quem pode, não ajudar em um primeiro momento, isso não vai acontecer. Bap dividiu ainda com o torcedor a responsabilidade da formação de um time de alto nível para os próximos anos. O dirigente reforçou com exibição em telão instalado no local planos ambiciosos da diretoria, descritos como transformar o Flamengo em melhor time das Américas e um dos cinco maiores do mundo em um prazo de cinco anos. Seguindo a mesma linha de raciocínio de seu vice-presidente, Eduardo Bandeira de Mello foi objetivo ao apresentar o "Nação Rubro-Negra":
- É um programa que nos vai fazer sair do buraco e ganhar outro patamar em termos de administração.
No release oficial do projeto, o apelo para o torcedor também se fez evidente. O texto de apresentação dos seis tipos de programas diz que o “de qualquer lugar de país será possível mostrar a verdadeira paixão, que, segundo estudos, pode gerar uma arrecadação de R$ 140 milhões à R$ 600 milhões por ano” ao Flamengo. A meta do clube é terminar 2013 com o maior programa de sócio-torcedor do Brasil, com estimativa de 200 mil adesões. O Flamengo trabalha com Corinthians e Internacional como os ocupantes do posto atualmente, com cerca de 100 mil cada um. Bap, porém, se preocupou em esmiuçar-se na relação dos benefícios e rechaçar qualquer comparação a outros programas de sócio-torcedor espalhados por todo o Brasil. - O programa é uma junção das maiores experiências que temos no Brasil. O Inter, por exemplo, é baseado na doação do ingresso. Como o número de assentos é finito e a torcida do Inter é relativamente menor que a do Flamengo, talvez dar o ingresso seja a estratégia. E quando você fala de 40 milhões? Você lotará o estádio em todos os jogos, mas vai limitar a 100 mil. Castra a capacidade de alavancar. O Flamengo tem torcida em todo o Brasil. É necessário expandir a base com benefícios. Em Florianópolis, por exemplo, o clube vai jogar uma vez por ano , de repente. E os outros 11 meses? Por isso, é necessário um benefício diferente. Tentamos pegar o que cada plano tinha de mais relevante e importante - explicou.
Categorias e benefícios
Todo torcedor que associar ao programa terá prioridade na compra de ingressos e contará com os descontos do “Movimento por um Futebol Melhor”. De acordo com o valor do plano, o nível de prioridade será maior. Haverá ainda descontos que chegarão a até 50%, de acordo com a partida - definidas pelo clube -, e cumulativos para outras promoções (meia-entrada, por exemplo). Além disso, nas quatro categorias mais caras será possível agregar dependentes para aquisição de bilhetes. Os planos desenvolvidos foram batizados de Raça, Raça+, Amor, Amor+, Paixão e Paixão+ (confira a descrição abaixo). Membros do quadro social do clube interessados precisarão fazer adesões à parte e sem nenhum tipo de benefício extra. O “Nação Rubro-Negra” foi desenvolvido pelo departamento de marketing do clube com a ajuda da empresa Golden Goal. A parceria é antiga e gerou outras ações frustradas neste mesmo segmento. Uma questão evidente diante do lançamento foi respondida antes mesmo das perguntas da imprensa por Fred Luz, diretor de marketing do clube: por que os sócios-torcedores não terão direito a voto nas eleições presidenciais? - Esse debate de direito a voto ainda tomará algum tempo. Envolve questões estatutárias. Se fossemos focar o programa nisso, iríamos debater dois, três anos e não lançaríamos nada. Este momento é o que o Flamengo mais precisa de seu torcedor. O clube está se estruturando para cumprir suas obrigações.
Obrigações que o clube deixou claro: conta com a ajuda do torcedor para cumprir.
Confira todos os programas do "Nação Rubro-Negra":
Raça (R$ 39,90)
- O torcedor tem prioridade em relação aos torcedores não sócios, além do desconto no programa “Movimento por um Futebol Melhor”.
Raça+ (R$ 69,90)
- Nos mesmos moldes do plano mais barato, mas com prioridade em relação aos membros do plano “Raça” na compra de ingresso.
Amor (R$ 99,90)
- Preferência em relação aos planos “Raça” e “Raça+”, desconto na rede “Movimento por um Futebol Melhor” e possibilidade de inscrever um dependente, com acréscimo de taxa de R$ 30,00.
Amor+ (R$ 129,90)
- Descontos no programa “Movimento por um Futebol Melhor”, preferência em relação aos planos “Raça”, “Raça+” e “Amor”, além de possibilidade de inscrição de dois dependentes, com acréscimo de taxa de R$ 30,00 para cada um.
Paixão (R$ 159,90)
- Nos mesmos moldes do “Amor+”, mas com preferência na compra de ingressos.
Paixão+ (R$ 199,90)
- Plano com prioridade de compra de ingressos em relação a todos os outros sócios-torcedores, desconto na rede “Movimento por um Futebol Melhor” e possibilidade de inclusão de até três dependentes, diante do pagamento de taxa individual de R$ 30,00.(globoesporte.com)
terça-feira, 26 de março de 2013
Com pedidos de ajuda, Fla lança novo programa de sócio-torcedor
Prioridade na compra de ingressos e descontos são benefícios do ‘Nação Rubro-Negra’: 'Precisa ser melhor para o clube do que para torcida', diz Bap. O Flamengo lançou nesta terça-feira, na loja oficial do clube, na Gávea, a primeira grande ação voltada para o marketing na gestão do presidente Eduardo Bandeira de Mello. Com a presença de Zico, foi apresentado o programa de sócio-torcedor “Nação Rubro-Negra - Raça, Amor e Paixão”. O projeto basicamente oferece benefícios de prioridade na compra de ingressos e descontos no projeto “Movimento por um Futebol Melhor”, comum a todos os clubes e criado pela Ambev. Os valores variam de R$ 39.90 a R$ 199.90, divididos em seis categorias. - É sempre bom, uma satisfação, ajudar o Flamengo, ver um trabalho desse ser bem desenvolvido. Não tenho dúvidas que todos os rubro-negros estarão apoiando. Sempre pedem esse tipo de ação. Está aí, agora é só chutar. Não tem nem goleiro. Torcemos para que esses números se tornem uma realidade - disse Zico. Mais que benefícios, o Flamengo deixou evidente que o “Nação Rubro-Negra” surge como um pedido de ajuda ao torcedor. Após críticas em redes sociais diante do vazamento da página oficial do projeto na última semana, o vice-presidente de marketing, Luiz Eduardo Baptista, o Bap, se adiantou a possíveis questionamentos e foi direto ao pedir que o membro em potencial do sócio-torcedor pense primeiro no clube e não em si próprio. - Muita gente questiona se os valores não estão caros, mas isso não é bom para mim. Quem precisa muito mais é o Flamengo. É um plano que precisa ser melhor para o clube do que para os torcedores em um primeiro momento. O Flamengo precisa se fortalecer para ser grande. Não há nada na vida que não mude, e o plano terá ajustes no futuro. Se, quem pode, não ajudar em um primeiro momento, isso não vai acontecer. Bap dividiu ainda com o torcedor a responsabilidade da formação de um time de alto nível para os próximos anos. O dirigente reforçou com exibição em telão instalado no local planos ambiciosos da diretoria, descritos como transformar o Flamengo em melhor time das Américas e um dos cinco maiores do mundo em um prazo de cinco anos. Seguindo a mesma linha de raciocínio de seu vice-presidente, Eduardo Bandeira de Mello foi objetivo ao apresentar o "Nação Rubro-Negra":
- É um programa que nos vai fazer sair do buraco e ganhar outro patamar em termos de administração.
No release oficial do projeto, o apelo para o torcedor também se fez evidente. O texto de apresentação dos seis tipos de programas diz que o “de qualquer lugar de país será possível mostrar a verdadeira paixão, que, segundo estudos, pode gerar uma arrecadação de R$ 140 milhões à R$ 600 milhões por ano” ao Flamengo. A meta do clube é terminar 2013 com o maior programa de sócio-torcedor do Brasil, com estimativa de 200 mil adesões. O Flamengo trabalha com Corinthians e Internacional como os ocupantes do posto atualmente, com cerca de 100 mil cada um. Bap, porém, se preocupou em esmiuçar-se na relação dos benefícios e rechaçar qualquer comparação a outros programas de sócio-torcedor espalhados por todo o Brasil. - O programa é uma junção das maiores experiências que temos no Brasil. O Inter, por exemplo, é baseado na doação do ingresso. Como o número de assentos é finito e a torcida do Inter é relativamente menor que a do Flamengo, talvez dar o ingresso seja a estratégia. E quando você fala de 40 milhões? Você lotará o estádio em todos os jogos, mas vai limitar a 100 mil. Castra a capacidade de alavancar. O Flamengo tem torcida em todo o Brasil. É necessário expandir a base com benefícios. Em Florianópolis, por exemplo, o clube vai jogar uma vez por ano , de repente. E os outros 11 meses? Por isso, é necessário um benefício diferente. Tentamos pegar o que cada plano tinha de mais relevante e importante - explicou.
Categorias e benefícios
Todo torcedor que associar ao programa terá prioridade na compra de ingressos e contará com os descontos do “Movimento por um Futebol Melhor”. De acordo com o valor do plano, o nível de prioridade será maior. Haverá ainda descontos que chegarão a até 50%, de acordo com a partida - definidas pelo clube -, e cumulativos para outras promoções (meia-entrada, por exemplo). Além disso, nas quatro categorias mais caras será possível agregar dependentes para aquisição de bilhetes. Os planos desenvolvidos foram batizados de Raça, Raça+, Amor, Amor+, Paixão e Paixão+ (confira a descrição abaixo). Membros do quadro social do clube interessados precisarão fazer adesões à parte e sem nenhum tipo de benefício extra. O “Nação Rubro-Negra” foi desenvolvido pelo departamento de marketing do clube com a ajuda da empresa Golden Goal. A parceria é antiga e gerou outras ações frustradas neste mesmo segmento. Uma questão evidente diante do lançamento foi respondida antes mesmo das perguntas da imprensa por Fred Luz, diretor de marketing do clube: por que os sócios-torcedores não terão direito a voto nas eleições presidenciais? - Esse debate de direito a voto ainda tomará algum tempo. Envolve questões estatutárias. Se fossemos focar o programa nisso, iríamos debater dois, três anos e não lançaríamos nada. Este momento é o que o Flamengo mais precisa de seu torcedor. O clube está se estruturando para cumprir suas obrigações.
Obrigações que o clube deixou claro: conta com a ajuda do torcedor para cumprir.
Confira todos os programas do "Nação Rubro-Negra":
Raça (R$ 39,90)
- O torcedor tem prioridade em relação aos torcedores não sócios, além do desconto no programa “Movimento por um Futebol Melhor”.
Raça+ (R$ 69,90)
- Nos mesmos moldes do plano mais barato, mas com prioridade em relação aos membros do plano “Raça” na compra de ingresso.
Amor (R$ 99,90)
- Preferência em relação aos planos “Raça” e “Raça+”, desconto na rede “Movimento por um Futebol Melhor” e possibilidade de inscrever um dependente, com acréscimo de taxa de R$ 30,00.
Amor+ (R$ 129,90)
- Descontos no programa “Movimento por um Futebol Melhor”, preferência em relação aos planos “Raça”, “Raça+” e “Amor”, além de possibilidade de inscrição de dois dependentes, com acréscimo de taxa de R$ 30,00 para cada um.
Paixão (R$ 159,90)
- Nos mesmos moldes do “Amor+”, mas com preferência na compra de ingressos.
Paixão+ (R$ 199,90)
- Plano com prioridade de compra de ingressos em relação a todos os outros sócios-torcedores, desconto na rede “Movimento por um Futebol Melhor” e possibilidade de inclusão de até três dependentes, diante do pagamento de taxa individual de R$ 30,00.(globoesporte.com)
domingo, 24 de março de 2013
Na estreia de Jorginho, Fla empata com Boavista e não escapa de vaias
Técnico usa duas formações táticas, mas vê equipe afoita e sem conseguir furar retranca de um desfigurado adversário, que jogou sem cinco jogadores. Não foi a estreia que a torcida e Jorginho imaginavam. O novo treinador do Flamengo, que voltou ao clube 24 anos depois de sua última passagem como jogador, já percebeu o descontentamento da torcida em forma de vaias após o empate sem gols com o Boavista, na noite deste sábado. Diante de um público de 4.171 pagantes (6.203 presentes) no Engenhão, o treinador viu uma equipe afoita, insistindo no chuveirinho, sem conseguir executar o que o comandante mais cobrou durante os treinos da semana: a tranquilidade com a posse de bola. A renda do jogo foi de R$ 113.650. O resultado foi ruim para os dois times, já que foi só o primeiro ponto conquistado por ambos no Grupo B da Taça Rio e os manteve dividindo a penúltima posição da chave. Mas para o Boavista não foi motivo de lamentos. Desfalcado de cinco jogadores - os titulares da zaga, Gustavo e Jorge Felipe, suspensos, além do trio que estava vetado por ter vínculo com o Fla, formado pelo lateral-direito Everton Silva, o zagueiro Marllon e o atacante Erick Flores -, o time se comprometeu a defender e o fez com eficiência. - Temos que nos preocupar, sim. Não foi por falta de tentativa. Precisamos ser mais agressivos, senão não faremos o gol. Teremos o jogo da quarta-feira para nos recuperarmos - afirmou o lateral-direito Léo Moura. A partida de quarta-feira será contra o Bangu, às 22h (de Brasília), no Raulino de Oliveira, em Volta Redonda. Já a equipe de Bacaxá entra em campo no dia seguinte para enfrentar o Audax, às 16h, em Moça Bonita.(globoesporte.com)
segunda-feira, 18 de março de 2013
JORGINHO É O NOVO TREINADOR DO FLAMENGO
Técnico assina até o fim de 2014 e entra na vaga do demitido Dorival Júnior. Ele começa a trabalhar já nesta segunda. Aílton chega como auxiliar. Em uma negociação rápida e que reforça as novas diretrizes do clube, o vice de futebol Wallim Vasconcellos e o diretor de futebol Paulo Palaipe acertaram a contratação do tetracampeão até o fim de 2014. Havia um acerto verbal entre as partes, mas uma reunião neste domingo, no Rio, concretizou o acordo. Jorginho começa a trabalhar já nesta segunda-feira (a apresentação oficial será às 11h) e estará na área técnica na partida contra o Boavista, sábado que vem, no Engenhão. O ex-lateral-direito, de 48 anos, foi escolhido por conta do perfil jovem e de identificação com o clube, e também por se encaixar nas novas diretrizes financeiras. Ele receberá um salário na casa de R$ 300 mil, inferior ao de Dorival Júnior, que não chegou a um acordo de redução salarial e acabou desligado na tarde deste sábado. - Jorginho é um profissional com larga experiência internacional, passagem pela seleção brasileira, íntegro, respeitado, com história no clube como jogador. Certamente é um ótimo nome para o futebol do Flamengo - disse o vice de futebol, Wallim Vasconcellos, ao site oficial do Rubro-Negro. Jorginho chega com o auxiliar Aílton Ferraz, que também tem passagem pelo Flamengo. A diretoria vai contratar um preparador físico que vai integrar a comissão técnica permanente do clube. Via Twitter, o treinador se manifestou no fim da noite. - Amigos, acertei um contrato de dois anos com o Flamengo! Muito feliz por retornar à nação rubro-negra e preparado para esse novo desafio!!! - disse Jorginho.
O diretor de futebol rubro-negro, Paulo Pelaipe, celebrou o acerto.
- Esperamos que Jorginho tenha como treinador mesmo sucesso que teve como jogador, que faça história no Flamengo - declarou Pelaipe.
Destaque no Figueirense em 2011
Ex-lateral-direito do Flamengo (campeão carioca em 1986 e brasileiro em 87) e da Seleção (titular e ganhador da Copa de 1994), Jorginho iniciou sua carreira de treinador no mesmo clube no qual se tornou jogador profissional: o América. Em 2005 e 2006, teve boa passagem pela equipe e ficou marcado por uma polêmica ao querer mudar o mascote do clube. Evangélico, ele tentou substituir o diabo por uma águia. Jorginho deixou a equipe para ser auxiliar técnico de Dunga na Seleção que acabou eliminada nas quartas de final da Copa do Mundo de 2010, na África do Sul. Pouco depois do Mundial, foi anunciado pelo Goiás, mas acabou demitido dois meses depois, com o time praticamente rebaixado para a Série B do Brasileiro. Em março de 2011, acertou com o Figueirense e a equipe teve boa campanha no campeonato nacional, ficando perto de conseguir a vaga na Libertadores. Depois, ele acertou com o japonês Kashima Antlers (clube que já tinha defendido como jogador) e ficou ao longo de toda a temporada 2012. Lá, foi apenas o 11º colocado no Campeonato Japonês, mas levou o título da Copa da Liga Japonesa. No início do mês, ele visitou os centros de treinamento de Barcelona e Real Madrid "em busca de reciclagem". O vídeo acima mostra imagens de Jorginho nos tempos de Flamengo e Seleção. O então jogador comenta, em 1992, sobre o prêmio que recebeu da Fifa como futebolista mais disciplinado do mundo naquele ano.(globoesporte.com)
sábado, 9 de março de 2013
Bandeira trata CT como prioridade e nega revanchismo contra Patricia
Presidente do Fla acompanha jogo-treino contra o Bonsucesso e admite condição precária do Ninho do Urubu. Uma visita inesperada e ilustre chamou a atenção no treinamento do Flamengo, neste sábado, no Centro de Treinamento Ninho do Urubu, em Vargem Grande. Ao contrário do costume, que é a presença apenas do diretor executivo Paulo Pelaipe como representante da diretoria no local, o presidente Eduardo Bandeira de Mello tirou a manhã para acompanhar a vitória por 3 a 0 sobre o Bonsucesso, em jogo-treino. No trajeto até chegar ao campo 5, onde foi realizada a atividade, o presidente precisou passar por ruas esburacadas e pôde constatar pessoalmente as condições precárias do Ninho do Urubu. Questionado sobre as obras, que estão paradas desde setembro, Bandeira de Mello admitiu que a estrutura ainda está bem abaixo do esperado e tratou a conclusão do CT como uma das prioridades de seu mandato. - Esse CT quando ficar pronto vai ser uma referência, mas ainda falta muito. Estamos trabalhando para isso, tentando desenvolver. É nossa prioridade. O clube passa por dificuldades - afirmou Bandeira. Nesta semana, o vice-presidente de patrimônio, Alexandre Wrobel, revelou que é necessário levantar cerca de R$ 8 milhões para a retomada das obras, o que espera que aconteça até o fim de março. A respeito do que viu em campo neste sábado, Bandeira de Mello ficou satisfeito com a atuação da equipe diante do Bonsucesso, que disputa a segunda divisão do Carioca, e justificou sua visita ao treinamento. - Os treinos são restritos. Não há badalação. Por isso, dificilmente a gente (diretoria) vem. O Wallin (vice de futebol) não pôde vir neste sábado e, como adoro futebol, achei válido vir. Foi um jogo-treino muito interessante. Em seu terceiro mês de mandato, o dirigente fez uma análise da situação atual do Flamengo e voltou a bater na tecla de que os problemas financeiros têm sido o maior entrave. As perspectivas para um futuro breve, no entanto, são boas. - O balanço é positivo. Encontramos uma situação muito complicada e estamos conseguindo virar o jogo. Vamos enfrentar muitas dificuldades, mas conseguimos nos entender com vários credores. Não tenho como dizer o prazo, mas vamos ter uma certidão negativa de débito que vai ser importante para o Flamengo. Isso vai alavancar patrocínios, recursos, e vai pavimentar essa retomada. É uma certidão que abre recursos, por exemplo, das loterias para esportes olímpicos. Só pelo ponto de vista moral, já é uma vitória.
"NÃO HÁ RETALIAÇÃO A NINGUEM"
Durante a entrevista coletiva, Bandeira de Mello foi questionado ainda sobre a reprovação das contas do ano de 2011 de sua antecessora, Patricia Amorim, e garantiu que a decisão do Conselho Deliberativo não representa nenhum tipo de perseguição política. Na última quinta, a ex-presidente criticou as medidas da nova diretoria, que acabou com as equipes profissionais de ginástica e judô, e falou em revanchismo. - É uma questão que deve ser olhada pelo ponto de vista técnico. O conselho viu que as contas não deviam ser aprovadas. Não foi retaliação a ninguém. Quando é assim, deve se fazer o balanço, nomear uma comissão e apurar as responsabilidades. O objetivo é ter contas que possam espelhar a realidade do Flamengo. Queremos que tudo seja esclarecido, e não há a intenção de prejudicar ninguém. Por fim, o mandatário comentou ainda a decisão envolvendo os esportes olímpicos e a tratou como temporária. - É algo momentâneo. Estamos passando por uma situação de dificuldade e esperamos este ano ainda manter esses gastos. Seria pior se comprometer e não conseguir pagar. Estamos buscando parceiros para retomar as atividades, e a certidão negativa de débito é o caminho para essa retomada. Conseguindo, o grande beneficiado será o esporte olímpico. O fim das equipes de judô e ginástica foi anunciado na última terça-feira e afetou estrelas como Jade Barbosa e os irmãos Diego e Daniele Hypolito, que reclamaram em entrevista coletiva. Outras modalidades, como remo, pólo aquático, nado sincronizado e basquete, continuam em atividade.(globoesporte.com)
domingo, 3 de março de 2013
Zico 60: o surgimento do Galinho de Quintino e a trajetória até o estrelato
Esporte Espetacular volta ao passado para contar desde a infância a história do maior ídolo do Flamengo, que vira sexagenário neste domingo. Maior ídolo do Flamengo de todos os tempos, Zico completa seu 60º aniversário neste domingo. Para não deixar passar em branco, o Esporte Espetacular preparou um documentário com base na trajetória do eterno camisa 10 da Gávea, que vai desde a sua infância em Quintino, bairro do subúrbio do Rio de Janeiro, até os dias de hoje. E inclui passagens marcantes da vida do craque, principalmente das ótimas histórias do pai, seu Antunes, dos irmãos boleiros e de sua chegada à Gávea. Caçula de um casal com seis filhos, Arthur era o mais protegido. E esse zelo vinha de todos os lados, especialmente por parte do pai. Embora tivesse nascido em Portugal, Seu Antunes nunca quis saber do Vasco, clube da colônia portuguesa no Rio de Janeiro. Vivia com a camisa do Flamengo pra cima e pra baixo, e procurou passar essa paixão rubro-negra para os filhos. O sonho de se tornar jogador foi brecado pelo antigo chefe, que era vascaíno. Zico conta que por isso existia certa contrariedade do próprio pai de que os filhos ingressassem na carreira. - Ele teve uma decepção muito grande com o futebol. Ele era goleiro e na época tinha o futebol amador e o profissional. E ele sagrou-se tricampeão pelo Clube Municipal, de 39 a 41. Quando foi chamado para treinar no Flamengo, o patrão dele, torcedor do Vasco, ameaçou o emprego dele. Com isso, meu pai indicou Jurandyr, que era seu reserva no Municipal e acabou campeão carioca pelo Flamengo pouco tempo depois - revelou Zico. Nessa caminhada de perseverança e sucesso, o ídolo colheu diversas histórias curiosas e marcantes. Uma delas foi o surgimento do apelido Galinho de Quintino, criado pelo antigo narrador Waldir Amaral. O codinome aproximou a referência de seus fãs e estreitou o tratamento íntimo de pessoas com quem jamais havia lidado na vida. - Aqui em casa era o galinheiro da Dona Matilde (mãe de Zico). No nosso almoço de domingo, só ela tinha coragem de dar uma cortada no pescoço. Ninguém tinha coragem. Coincidentemente, eu me tornei o Galinho de Quintino. Foi o Waldir Amaral que começou a me chamar assim, porque ele achava que eu era jovem, cabeludo e corria muito. Aí ele botou esse apelido e pegou. Não tem jeito. Hoje, gente que nunca vi na vida diz: "Ô, Galo, como é que é? Tá tudo bem?" - contou. Por conta dessa fragilidade física, Zico demorou até a ter espaço para jogar. Em contrapartida, ganhou um suporte do Flamengo para fortalecimento muscular. O plano era simples: ganhar corpo para aguentar as divididas do futebol. Com controle alimentar, musculação e força de vontade, o candidato a craque cresceu 11 centímetros e aumentou o peso em 16 quilos em três anos. Foram meses sem jogar, só treinando.
A quase ida para São Januário
Em meio a uma rotina cansativa de treinos conciliados com o colégio, a dificuldade financeira e a falta de amparo momentâneo do Flamengo com a joia que estava sendo lapidada quase afastaram o Galinho da Gávea. E o mais impactante era a possibilidade de transferência para o Vasco, o maior rival. Não fosse a paixão de seu Antunes pelo Rubro-Negro, o destino de Zico poderia ter sido São Januário. - Eu treinava pela manhã e tinha que estudar no Centro. E depois do treino, eu tinha que ter um almoço. Mas o Flamengo não queria ter essa despesa. Eu estive pra sair do clube por causa de um almoço. O Célio de Souza, que era meu técnico, tinha ido para o Vasco, levou três jogadores e queria me levar também. Meu pai tinha problemas com o Vasco e eu não fui por causa disso - declarou. O salvador da pátria do Flamengo neste episódio foi o então dirigente George Helal, que posteriormente virou presidente do clube. Numa ação que revelava o seu amor pelo clube e a esperança no talento de Zico, Helal usou do próprio esforço para manter o Galinho no terreiro rubro-negro e evitar a mudança de ares para o lado cruz-maltino. O cartola garantiu a permanência do atleta por mais três anos, dando ao Flamengo o dinheiro necessário para dar suporte a Zico em seu dia a dia. A atitude surgiu como forma de agradecimento por tudo que o craque fazia em campo e, consequentemente, pela alegria que proporcionava. E a recíproca de gratidão também passou a existir. - O Helal arcou com todas essas despesas. Nós até pensávamos que era o Flamengo quem estava bancando. Mas era ele por conta própria. Eu sou muito grato a ele por isso - disse Zico.
O imbatível Juventude
Uma das passagens da infância que mais emocionam Zico é falar do time de peladas chamado Juventude, que tinha a sua sede vizinha à casa em que vivia. O mais jovem jogador da equipe do bairro de Quintino não se recorda de alguma ocasião que este time do futebol amador carioca tenha sido superado. Os ensinamentos dos irmãos e de outros craques da época colaboraram para a formação de Zico como jogador. - Eles me botaram de "gato ao contrário" para eu poder jogar no time de 14 anos. Não lembro de nenhuma derrota desse time. Tinha Zeca, Nando, Edu, Zico, Puruca, Gil, Zé Mário e Wanderley (Luxemburgo). O Juventude nunca teve técnico. Foi um aprendizado jogar com meus irmãos e outros caras mais velhos. Foi o pontapé para eu seguir a minha carreira. O Juventude me deu velocidade de raciocínio e definição das jogadas. Tentava decidir em um ou dois toques, sem dar tempo para os goleiros e zagueiros se armarem - explicou. Ao olhar para trás e notar tudo que conseguiu alcançar, da idolatria das pessoas às próprias conquistas, Zico não deixa de agradecer à torcida do Flamengo e faz uma inconfidência: o medo que teve de enfrentar o clube do coração no Mundial de Clubes como treinador. - É o dever cumprido. Tudo que fiz foi uma troca da minha parte com a torcida do Flamengo. Não consigo trabalhar em um lugar em que eu possa enfrentar o Flamengo. Eu morria de medo de vencer a Champions (pelo Fenerbahçe-TUR ou Olympiacos-GRE) e encarar o Flamengo no Mundial. Desde que mudou a fórmula de disputa, isso poderia acontecer pelo Kashima também. Ficava preocupado com a possibilidade - garantiu. Para sorte ou azar do Galinho, nem ele nem o Flamengo voltaram a disputar o Mundial depois do título de 1981, quando liderou o melhor time da história do clube a sua maior glória em mais de 100 anos de existência.(globoesporte.com)
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